Mulheres olímpicas: dos limites às pioneiras

Mulheres surpreendentes

Realmente, surpreendentes nas Olimpíadas de Tóquio, nossas atletas levaram além conquistas de uma longa e vitoriosa herança esportiva de gerações

As Olimpíadas de Tóquio demoraram para acontecer, mas deixaram um legado precioso de destreza e superação para diversos países. Deve ter sido difícil você não comentar durante suas aulas de inglês sobre algum dos esportes disputados no evento. Afinal, antes de mais nada, o Brasil alcançou um recorde de medalhas (21, duas a mais que em 2016). Além disso, as mulheres também conquistaram seu melhor resultado da história, nove medalhas, sendo três de ouro.

Os destaques mais repercutidos foram os da skatista maranhense Rayssa Leal, de apenas 13 anos, prata na modalidade street, e a ginasta Rebeca Andrade, prata na ginástica artística individual geral e ouro no salto. De faro, Rayssa, descoberta num vídeo de 2015 em que fazia manobras em seu skate vestida de fada, ganhou até aula do lendário skatista americano Tony Hawk. Já Rebeca teve a torcida da já consagrada colega americana Simone Biles, que decidiu se poupar nas provas por questões pessoais e de saúde.

Prêmio Especial, respeito e companheirismo

Rayssa ainda mereceu o prêmio “Espírito Olímpico” do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo companheirismo com as colegas de competição. Outros exemplos também, como a japonesa Momiji Nishyia, que a superou e levou a medalha de ouro.

Esse respeito e a cordialidade para com as atletas que dividem a honra de estar no maior evento multiesportivo do mundo e no mesmo pódio fazem pensar em como essas conquistas são importantes para o histórico de participações femininas no esporte.

120 anos do início da história feminina

A participação das mulheres nos jogos olímpicos começou em 1900, nas Olimpíadas de Paris, segunda edição moderna do evento. Foram 22 atletas que participaram das modalidades de vela, críquete e hipismo, e em categorias exclusivas para elas, de tênis e golfe.

Apesar de parecer pouco, não é, pois práticas esportivas eram algo culturalmente rejeitado para mulheres. Até mesmo as condições físicas para diversos esforços eram desacreditadas, por conta de suas particularidades fisiológicas.

Ainda que outras atletas tenham merecido destaque em seus respectivos países ao longo das décadas, foi a partir dos anos 1970 que elas ganharam caráter de estrelas mundiais, auxiliadas pelas transmissões televisivas.

Uma exceção de notoriedade anterior a essa fase foi a americana Babe Didrikson Zaharias, que se destacou em diversos esportes – atletismo, natação, softbol, tênis, beisebol, basquete, boxe, golfe, entre outros. Ela levou três medalhas no atletismo nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1932, sendo ouro na corrida de 80 metros com barreiras e no lançamento de dardo.

Posteriormente, a influência da mídia eletrônica americana para promover as atletas do país ainda levaria um tempo para encontrar talentos compatíveis. Nos jogos de Montreal em 1976, contudo, era improvável se conversar mais entusiasmadamente sobre outra atleta além da ginasta Nadia Comaneci, então com apenas 14 anos.  A romena foi a primeira a alcançar nota 10 – em sete provas – em um evento de ginástica olímpica. Com a perfeição de seu desempenho reconhecida, ela ganhou o ouro na trave e barras assimétricas.

Jogos de Seul

 Quando tinha 19 anos, a tenista alemã Steffi Graf completou o único Golden Slam da história do tênis. Isso quer dizer que essa pioneira foi a campeã em  todos os quatro títulos individuais do Grand Slam (Australian Open, French Open, Wimbledon, US Open), as maiores competições do calendário do tênis, além da medalha de ouro olímpica, então nos jogos de Seul. Tudo isso em um único ano, o de 1988.

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Ainda mais, foi também em Seul, porém no atletismo, que se consagrou Florence Griffith-Joyner. Seus recordes mundiais femininos nos 100 metros (10,49 segundos) e nos 200 metros (21,34 segundos) continuam invictos. Contribuiu para seu carisma o estilo pessoal, com macacões de uma perna e unhas pintadas de quase 15 centímetros. A americana deixou a Coreia com quatro medalhas (três de ouro, uma de prata).

Outra campeã americana pioneira, Jackie Joyner-Kersee foi a primeira a ultrapassar, na mesma edição dos jogos olímpicos de 1988, a marca dos 7.000 pontos no heptatlo (competição de sete habilidades esportivas), que ela venceria consecutivamente também nas Olimpíadas de Barcelona em 1992, outro feito inédito. Seu recorde continua valendo até hoje.

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Novo milênio

Talvez você se lembre que Mia Hamm foi a primeira grande estrela internacional do futebol feminino. Com efeito, a americana se destacou nas equipes vencedoras da Copa do Mundo de 1991 e 1999. Com ela, a seleção de seu país ainda faturou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1996 (Atlanta) e 2004 (Sydney). Sua marca de 158 gols em competições internacionais foi um recorde mundial – entre homens e mulheres, vale frisar – que durou até 2013.

Por outro lado, na era das redes sociais, é difícil comparar o estrelato da tenista Serena Williams, campeã de 23 títulos de Grand Slam de simples, 14 de Grand Slam de duplas conquistados com sua irmã Venus e quatro medalhas de ouro olímpicas, em Sydney 2000 (duplas), Pequim 2008 (duplas) e Londres 2012 (simples e duplas).

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Ouros do Brasil

Vôlei

A primeira brasileira a participar de Olimpíadas foi a nadadora Maria Lenk, em Los Angeles, em 1932. Aos 17 anos, era a única mulher da delegação de mais de 40 homens. Entretanto, medalhas olímpicas mesmo só começaram a adornar os uniformes de nossas atletas com regularidade a partir de 1996. Foi na final do vôlei de praia entre Brasil X Brasil e rendeu um show bem carioca de Sandra Pires e Jacqueline Silva levando o primeiro ouro feminino na modalidade, seguidas de Mônica Rodrigues e Adriana Samuel com a prata em Atlanta.

Judô

A judoca Ketleyn Quadros conquistou a primeira medalha individual feminina, o bronze em 2008. Viriam ouros no salto em altura com Maurren Maggi e no vôlei naquele mesmo ano. Igualmente, o vôlei teria o mesmo resultado quatro anos depois em Londres. O ouro no judô chegou com Sarah Menezes em 2012, feito que Rafaela Silva repetiu no Rio de Janeiro em 2016.

Vela 

Já Martine Grael e Kahena Kunze mereceram ouro na vela em 2016 e 2021 e a nadadora Ana Marcela Cunha trouxe do Japão o terceiro ouro feminino deste ano.

Definitivamente resultados de investimentos e patrocínios, essas medalhas não escondem as dificuldades extras que as mulheres mundo afora enfrentam para seguirem suas carreiras como atletas. Isso ainda vale para outras áreas e pode render ótimos debates para suas aulas de inglês.

Que os melhores apoios produzam cada vez mais mulheres campeãs!

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