Fevereiro, comemoração do Black History Month

Fevereiro é um mês de comemoração nos EUA

Nos Estados Unidos, o mês marca a celebração das conquistas históricas da população negra e reforça os motivos contínuos da luta por igualdade racial.

Enquanto no Brasil existe o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o evento equivalente nos Estados Unidos inclui 28 (ou 29) dias, já que cobre o mês de fevereiro inteiro.

Chamado de Black History Month (Mês da História Negra), ele dá a dimensão da importância oficialmente reconhecida da cultura negra para aquele país, apesar dos diversos e dolorosos problemas que a escravidão e o racismo legaram ao país.

Você já conhecia essa iniciativa?

Se não, considere este um importante complemento cultural para suas aulas de inglês.

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A importância do Black History Month é ainda maior em 2021. A princípio, devido aos conflitos gerados por crimes de motivação racial no ano passado, como exemplo, temos  o tão repercutido assassinato de George Floyd diante de câmeras, como você deve ter acompanhado, o maior motivador de reação entre todos:

Primeiramente, além de demonstrar respeito e reverência como reconhecimento pelas árduas conquistas sociais dos afro-americanos desde o período da escravidão, o Black History Month celebra a união dessa parcela da população que equivale, mesmo com 43,9 milhões de pessoas, isto é, a 13,4% do total nos Estados Unidos, segundo dados do Censo de 2019.

Ou seja, diferente do Brasil, em que são mais da metade da população, naquele país os negros ainda são de fato uma minoria, ainda que tão expressiva numérica e culturalmente. O Black History Month é assim, um evento mais que justificado, não concorda?

Fundamentos históricos

Antes de tudo, a longa luta pela abolição da escravatura, depois contra a segregação racial e todo tipo de trágica advinda desses dois contextos históricos, quase sempre atualizado por casos de brutalidade policial, não impede os negros americanos de produzirem inúmeras e preciosas contribuições culturais ao longo de décadas e séculos.

Na verdade, as produções são tantas, que a pergunta se torna inevitável: mas, afinal, por que separar quatro semanas para o Black History Month e por que fevereiro, mês que, por aqui, comemoramos o carnaval?

Grande contribuição no início do século XX

Historiador formado em Harvard, Carter G. Woodson teve a ideia dessa celebração em 1915. Foi no estado de Illinois, no 50º aniversário da 13ª Emenda, que aboliu a escravidão em 1863 nos estados sulistas confederados, contrários à decisão.

No entanto, somente em 1865, todas as pessoas escravizadas estariam oficialmente livres em todo o país. Inspirado por exposições organizadas na época, Woodson criou a ASALH (Association for the Study of Afro-American Life and History, ou Associação para o Estudo da Vida e História Afro-americana (ASALH), como incentivo ao estudos das conquistas dos afro-americanos.

Um ano depois, igualmente seguindo o mesmo cunho, Woodson lançou The Journal of Negro History, buscando ampliar a divulgação das realizações de sucesso dos negros.

Com ajuda da fraternidade Omega Psi Phi, tradicionalmente formada por negros em centenas de universidades, em 1924 foi organizada a primeira “Semana de Conquistas Negras”.

Os aniversários de pessoas importantes na história americana contribuíram com a história  

Em 1926, Woodson e a ASALH declararam oficialmente a segunda semana de fevereiro como a “Semana da História do Negro”.

Essa semana tinha relação com os aniversários do presidente Abraham Lincoln (12/02) e do abolicionista negro Frederick Douglass (14/02), explica McKenzie Jean-Philippe em seu artigo para a revista O: the Oprah Magazine.

Lincoln era homenageado pelos afro-americanos desde seu assassinato e Douglass era considerado um orador revolucionário. Ambos dignos dessas festividades, que na década de 1960, durante o auge do movimento pelos direitos civis, se estendiam por um mês.

De fato, desde os 1940, a comunidade negra buscava expandir o estudo da história negra nas escolas. O objetivo era uma forma de insurgência intelectual para transformar as relações raciais no país.

A ASALH acabou por expandir o Black History Month para as quatro semanas do mês.. Posteriormente,  o presidente Gerald Ford oficializou em 1976, que viraria lei dez anos depois. Os recentes casos de brutalidade policial de 2020 só reiteram a necessidade de manter a chama da luta pelos direitos civis dos negros acesa.

A rica contribuição na literatura

Entretanto, como você sabe, nem tudo é sofrimento entre a população negra americana. Aliás, longe disso! Há de se conhecer o valor e a riqueza de sua literatura, como já fizeram algumas das principais premiações internacionais, que podem ser conhecidas e bem exploradas em suas aulas de inglês.

O movimento Global Citizen reuniu relatos de vários jovens sobre o que eles sabiam sobre o mês comemorativo. Essas são suas visões:

Que essa nova geração encontre um mundo mais justo, com melhores oportunidades e que a experiência internacional caminhe no sentido de união pelos direitos civis da população negra.

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