Eleições americanas: os 271 votos que definem um presidente

Compreender o processo eleitoral dos Estados Unidos é muito mais que mera curiosidade, é poder prever o rumos do mundo nos próximos anos

Você certamente está acompanhando pelo menos por alto a cobertura da imprensa da acirrada disputa que se estabeleceu entre os partidos republicano e democrata nas eleições para presidente de 2020 nos Estados Unidos, certo? Compreensível, afinal o governo americano influencia muito o mundo todo.

Pois bem, talvez você se lembre como em algumas das eleições anteriores houve um embate sobre a legitimidade dos resultados, por conta de diferenças muito pequenas entre os números de votos dos dois lados.Na verdade, isso se explica por particularidades do sistema eleitoral americano que parecem bastante complicadas para cidadãos de um país como o Brasil, em que o que conta ao eleger um presidente é o número total de votos diretos para cada candidato.

 

Nunca é fácil para o poder executivo governar nos Estados Unidos. Assim como o Brasil, têm dois tipos de representantes na esfera legislativa, Congresso (equivalente à nossa câmara dos deputados) e o Senado. Entretanto, pela lei americana, ainda que as duas esferas sejam compostas por membros eleitos pelo povo, bem como acontece com o presidente, os mandatos são de apenas dois anos para congressistas e de seis para senadores. Ou seja, a cada dois anos, sempre há eleições para o congresso e para 1/3 dos assentos do senado.

Assista a explicação no youtube:

Como é a divisão dos Estados Americanos?

Cada estado americano se divide politicamente em distritos, que variam em número de acordo com população estadual e elegem um representante. Se o partido do presidente estiver desagradando, o outro pode aumentar sua representação na metade do mandato presidencial e tornar mais difícil para ele criar leis. O senado, você sabe, avalia tanto decisões do presidente quanto da câmara. Cada estado tem direito a dois senadores, independente do tamanho de sua população.

Como entender o cálculo dos votos?

De qualquer forma, é no dia do pleito para presidente que começa o que confunde muitos estrangeiros, já que o voto dos cidadãos não decide sozinho o eleito. Trata-se do sistema chamado colégio eleitoral. A exemplo das atividades de vocabulário das suas aulas de inglês, com as particularidades de cada sinônimo, chamemos os cidadãos que opcionalmente comparecem à zona eleitoral – o voto não é obrigatório nos Estados Unidos – exclusivamente de público votante.

É preciso diferenciá-lo, no contexto americano, do conceito de eleitores, que são apenas 538. “Mas por quê?”, você deve estar se perguntando. Cada estado tem um número de eleitores para chegar a um vitorioso local entre os candidatos ao governo federal, número que equivale ao de congressistas somado ao de senadores – 435 e 100 no total do país, respectivamente, mais três votos para Washington D.C., a capital. Uma vitória depende de pelo menos 271 votos no colégio eleitoral, ou o mínimo acima de 50% do total.

Territórios como Porto Rico, Guam e Ilhas Virgens, considerados territórios americanos, somam mais população que alguns dos 50 estados combinados, mas simplesmente não votam no colégio eleitoral por não serem estados.

Existem regras até mais esdrúxulas que essa, acredite.  Confira sobre o colégio eleitoral

 

Mais esta explicação:

Quanto mais distritos um estado tiver, melhor

Todos os distritos contam numericamente como eleitores do candidato que obteve vitória entre o público votante naquele estado. Depois de todos os 50 estados terem direito a três votos cada, portanto, 150 dos 538 finais, o restante segue na proporção dos distritos. Ou seja, quanto mais distritos um estado tiver, mais ele influencia na decisão.

Os estados de Maine e Nebraska são exceções que permitem mais de um candidato a presidente receberem seus votos. Há outras situações que dão brechas a disputas judiciais com relação ao resultado, como mostra esta reportagem da CNN:

Será que a Rainha Elizabeth gostaria de revogar a independência dos Estados Unidos com base nessa confusão eleitoral toda? Veja só no blog desenvolvido pela languagePRO:

Pelo que os noticiários antecipam, este ano mais uma vez não deve ter uma eleição dentro da previsibilidade das normas. Boa sorte se você quiser tentar entender as exceções da vez, colocando em prática o que de melhor você aprendeu nas suas aulas de inglês!

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