Be, Do e Have: quando o verbos também são auxiliares

A variação dos verbos na língua inglesa

Dependendo do tempo verbal, os verbos Be, Do e Have assumem a função especial de verbo auxiliar e algumas vezes pode confundir muitos alunos. Você já domina essas variações?

The baby is being carried home by his parents.

Do you do your homework right after you get back home?

She has never had a chance like that before.

O bebê está sendo levado para casa por seus pais.

Você faz sua lição de casa logo depois de chegar em casa?

Ela nunca teve uma chance como essa antes.

Em português as três traduções acima não apresentam maiores desafios com relação à estrutura dos verbos empregados, certo?

O que será que torna suas versões originais uma razão de estranhamento e dúvida para vários estudantes em exercícios de gramática nas aulas de inglês?

Se você pensou numa possível repetição dos verbos to be, to do e to have, você provavelmente entendeu por que essa suposta reiteração leva uma boa quantidade de alunos a presumir que basta usar o verbo uma vez para a frase ter sentido.

Entretanto, uma repetição de verbo em flexões diferentes só acontece mesmo no primeiro exemplo, em que a voz passiva, tanto em inglês quanto em português, pede a presença, respectivamente, dos verbos to be e ser/estar e uma segunda ocorrência desses mesmos verbos em forma de gerúndio (being e sendo). Tal ideia não se aplica à segunda nem à terceira frases originais em inglês desses três exemplos.

A razão desse caráter atípico de repetição na gramática do inglês é que do e have nos outros exemplos não só ocorrem enquanto verbos principais, mas também contam com os auxiliares do e have, que podem ser associados a absoluta maioria dos outros verbos.

Qual a função destes verbos auxiliares?

Você entende que a função dos auxiliares em inglês é indicar um determinado tempo verbal? Do, assim como does (para he, she e it), é usado em frases (perguntas) no Simple Present, quase sempre se referindo a alguma atividade de rotina, que acontece com regularidade. Assista uma explicação no yotube:

Já have, assim como a variação has (também para he, she e it), são auxiliares que indicam frases (perguntas) no chamado Present Perfect, tempo verbal sem equivalência direta na gramática do português, que trata tanto de uma ação presente iniciada no passado ou de uma ação passada situada numa referência de tempo que ainda não terminou, como “este ano”, “hoje”, “desde que você terminou a faculdade”, entre tantos outros casos.

Analisemos a explicação do dicionário Collins:

7 Spanish Translators to Make Sure You Never Get Lost in Translation

 

De qualquer modo, há algumas particularidades. Como já indicado acima – e certamente nas suas aulas de inglês –, do e does surgem apenas em frases interrogativas – uma exceção sendo as frases de reiteração como “He does like chocolate” (Ele gosta mesmo de chocolate). Portanto, as palavras do e does em perguntas não têm tradução, apenas servem à função indicativa do Simple Present. Don’t e doesn’t equivalem ao não das frases negativas desse mesmo tempo verbal.

Have ou has valem mais que isso em termos de sentido. Dá para traduzir parte dos casos em que é usado o Present Perfect com o verbo ter, seguido de um particípio, como por exemplo “I have lived in New York for the last five years” (Tenho morado em Nova York nos últimos cinco anos). Ou seja, have e has podem ter um valor traduzível. Em muitos outros casos, em português usa-se o presente do indicativo e o pretérito perfeito na tradução. Basta colocá-los antes do verbo principal e a frase fica interrogativa. Contraindo o not em haven’t e hasn’t, temos um sentido negativo.

E o que são os modals?

Tanto have/has quanto do/does, enquanto auxiliares, não se misturam aos Modals (can, may, might, could, should, must, ought to), que têm um sentido de verbo, mas só funcionam mesmo por completo como outra espécie de auxiliares, pois sempre precisam estar associados a outros verbos – que podem inclusive ser o caso de be, do e have, desde que estes atuem nesta função verbal. Sobre os Modals:

Você deve estar se perguntando “Mas e o To Be, o que tem a ver com isso?”

Pois bem, não é à toa que ele costuma ser o primeiro verbo aprendido nas aulas de inglês como segunda língua. Assim como have/has, ele tem a dinâmica de mudar de posição nas perguntas no Simple Present, mas suas variações funcionam como seus próprios auxiliares. Fala-se, por exemplo, “Are you the new analyst?” (Você é a nova analista?), nunca “Do you be the new analyst?”. No Simple Past, essa independência continua, sendo am e is tocados por was, enquanto are dá lugar a were.

Mas essa independência para nesses dois tempos verbais e To Be pode ser usado em outros tantos tempos verbais como se fosse um verbo normal, que sabemos que ele não é. Inclusive no imperativo, que usa a forma infinitiva dos verbos: “Be patient and be polite” (Seja paciente e seja educado). Isso permite combiná-lo a auxiliares desses outros tempos verbais sem erro.

Se quiser conferir um jeito prático de testar seu conhecimento sobre auxiliares, dê uma olhada neste post da languagePRO:

Bons estudos!

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